A Prefeitura do Rio lançou o programa municipal de combate à obesidade, uma iniciativa que já vinha sendo anunciada pela gestão. O projeto passa a oferecer, pelo SUS, tratamento com semaglutida, medicamento já conhecido no combate à obesidade. As aplicações começaram e, nesta primeira etapa, 50 pacientes foram atendidos no Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste.
Neste início, o programa é direcionado a pacientes com quadros mais graves, que têm obesidade associada a doenças como diabetes e hipertensão. A ampliação do atendimento deve ocorrer de forma gradual, conforme o município receba novas unidades do medicamento e consiga garantir o acompanhamento médico necessário.
O Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM), vinculado ao CCE, integra a estratégia da Prefeitura do Rio para enfrentar o crescimento da obesidade na cidade. Dados da Atenção Primária indicam que cerca de 68% dos adultos acompanhados pela rede apresentam excesso de peso, sendo que 37% têm obesidade, frequentemente associada a complicações como diabetes e hipertensão.
De acordo com o protocolo do Programa de Controle da Obesidade, o cuidado começa na Atenção Primária, onde o paciente é acompanhado por, no mínimo, seis meses, com foco em reeducação alimentar e prática de atividade física. Nesse período, o usuário recebe suporte nutricional e acesso a exercícios supervisionados pelo Programa Academia Carioca em sua unidade de referência.
São encaminhados ao CEOM pacientes que, mesmo após esse período inicial, apresentem índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40, diabetes ou alto risco cardiovascular. “A pessoa precisa ter registro na clínica da família, no prontuário eletrônico, índice de massa corporal acima de 40, participar do programa Academia Carioca presencialmente ou virtualmente, ter diabetes ou outras comorbidades. Esses são os pacientes priorizados nesse início, que têm o maior risco de adoecer gravemente, morrer sem internação. Posteriormente vamos expandir para outros pacientes também”, disse o secretário de Saúde, Daniel Soranz.
No CEOM, o paciente passa por avaliação com equipe multiprofissional, incluindo endocrinologistas e psicólogos, em um acompanhamento intensivo que pode durar de 12 a 24 meses. Dependendo do caso, pode ser indicado o uso de medicamentos como a semaglutida, com aplicação na própria unidade.
Para receber a medicação, é necessário comprovar acompanhamento prévio de seis meses na Atenção Primária, além de avaliação da equipe do CEOM. Medicamentos dessa classe são contraindicados para gestantes, lactantes, mulheres que planejam engravidar e pessoas com câncer. O uso também pode ser suspenso ou não iniciado se a equipe médica avaliar que o paciente tem risco elevado de apresentar efeitos adversos graves ou caso o usuário falte às consultas periódicas e/ou descumpra as orientações dos profissionais de saúde.
Prefeitura inicia programa de combate à obesidade no Rio