A divisão de elite da Guarda Municipal do Rio começa a atuar nesse final de semana com o objetivo de diminuir roubos e furtos nas ruas da cidade. “O objetivo da Força Municipal é estar nas ruas para reduzir os índices de roubos e furtos nos horários específicos com grande incidência desses crimes”, afirmou o diretor da Força Municipal, Breno Carnevale.
Segundo ele, o grupo de 600 agentes passou por mais de 500 horas de treinamento em disciplinas que envolvem abordagem, defesa e tiro, entre outros assuntos. A instrução foi supervisionada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Polícia Rodoviária federal (PRF). “É uma política de segurança pública municipal, complementar às forças policiais estaduais baseada em dados e evidências. Isso é que dá resultado na segurança contra os marginais”, afirmou o prefeito Eduardo Paes, que também destacou que o trabalho não está relacionado a atividades de retomada de território e outras atribuições das polícias militares e civil.
Os agentes terão câmeras corporais individualizadas com gravação sem interrupções. Além disso, cada agente terá um GPS mostrando para uma base no Centro de Operações da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, a localização em tempo real. O armamento de fogo usado pelos agentes é uma pistola 9mm, que apenas pode ser usada por agentes concursados e servidores efetivos. Cada guarda terá também armas não letais, como sprays de pimenta e lacrimogêneo e dispositivos de condução elétrica.
Eles também vão contar com o Quadro de Missão Dirigida (QMD), para que saibam exatamente o que farão nas ruas em cada dia de trabalho. Caso o agente se desvie por mais de 15 minutos da missão determinada, um alerta é emitido para a sala de controle, permitindo que os supervisores entrem em contato com os guardas por rádio, para saber o que aconteceu.
As ações serão determinadas em três bases operacionais: a Base Litorânea, a Base Norte e a Base Oeste. Elas estarão divididas em 22 subáreas, que serão os espaços de ações iniciais mapeados em estudos da prefeitura. As ações começam entre 90 e 120 dias em cada local. As equipes serão formadas por agentes em duplas e trios. Ao monitorarem espaços com grande densidade de pessoas, eles circularão a pé.
O diretor destacou ainda que o monitoramento em motos será feito por duas motocicletas com dois agentes em cada, por medida de segurança e efetividade em casos de abordagens em ocorrências. Os agentes guiarão as viaturas também acompanhados durante o policiamento. Os primeiros perímetros de atuação da Força Municipal identificados contam com 22 áreas que incluem não apenas as vias dos nomes, mas toda a área ao redor.
Força Municipal começa a atuar no Rio neste domingo