O Consórcio Nova Via Mobilidade teve confirmada a validade da documentação apresentada em um leilão judicial e foi declarado pelo juiz Victor Agustin Cunha Diz Torres, da 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, como vencedor de uma licitação que o tornou permissionário para operacionalizar o sistema de trens que liga o Rio a outros 11 municípios. A empresa vai assinar um contrato com o estado nos próximos dias e, em meados de março, deverá iniciar uma gestão assistida com a SuperVia. Esta última deverá deixar o serviço após o fim de um período de transição de 90 dias.
Michel Michalur Filho, vice-presidente de relações institucionais e governamentais do consórcio disse que a empresa quer melhorar o atual serviço oferecido aos passageiros. Segundo o executivo, uma das ideias que poderão ser discutidas com o estado é a implantação ao longo da via de uma espécie de guarda ferroviária municipal, com custos divididos entre governos estadual e de prefeituras de cidades cortadas pelo transporte. “A segurança é realmente uma prioridade, trabalhando com o governo estadual, o governo municipal, trazendo, inclusive, a guarda ferroviária. Voltar com essa guarda ferroviária que já existiu (nos anos 70) é uma ação muito importante. Daria muito mais segurança para o processo”, disse o vice-presidente.