Nível dos reservatórios de água do Paraíba do Sul preocupa

Os baixos níveis dos reservatórios de água do Paraíba do Sul — que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, além de parte de São Paulo e Minas Gerais — começam a preocupar. Na última medição da Agência Nacional de Águas (ANA), na última segunda-feira. dia 19, a chamada média equivalente do Paraíba, composta pelos números de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, operava com apenas 33,32% do volume útil, quase a metade do registrado no mesmo dia de 2025, quando atingiu 65,51%. Esse é um dos menores índices da série histórica iniciada em 1998.
“Está acesa uma luz amarela. Corre o risco de haver uma redução de vazão para o Rio de Janeiro, mas não necessariamente de desabastecimento, pelo menos neste momento. Tudo vai depender da chuva. Para garantir que não vai faltar água no período de seca, é preciso chover o suficiente até abril, quando o nível precisa estar em 56%. Mas, por enquanto, ainda não há um alerta vermelho”, explicou o diretor do Comitê do Baixo Paraíba do Sul e ex-presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), João Gomes.
Contudo, o especialista se mostra preocupado diante de dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que já informou que este verão será de chuvas abaixo da média, especialmente no eixo Rio-São Paulo.
Na Região Metropolitana do Rio, 11 municípios são abastecidos com água do Paraíba do Sul. São cerca de nove milhões de pessoas atendidas pelo sistema Guandu e mais 1,8 milhão pelo sistema Ribeirão das Lajes, através do Paraíba do Sul e outros mananciais.
A Cedae garantiu que os seus principais sistemas produtores de água operam com capacidade máxima. Ressaltou ainda que a companhia capta água de forma contínua no leito dos rios, e não em reservatórios, como acontece em São Paulo, por exemplo. “Embora não seja o órgão responsável pelo monitoramento dos rios e reservatórios, a Cedae acompanha todos os dados sobre a variação dos níveis dos rios onde capta água e mantém contato com os atores envolvidos na gestão dos recursos hídricos, como o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e a Agência Nacional de Águas”, diz a empresa, em nota.

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