O Sistema Único de Saúde (SUS) decidiu não incorporar a vacina contra herpes-zóster, doença popularmente conhecida como cobreiro. A decisão se refere ao imunizante recombinante adjuvado, avaliado para uso em idosos com 80 anos ou mais e em pessoas imunocomprometidas a partir de 18 anos. A conclusão foi tomada após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar evidências científicas, impacto orçamentário e custo-efetividade de medicamentos, vacinas e procedimentos antes de sua eventual oferta na rede pública.
Segundo a portaria, a vacina não será incorporada ao SUS nas indicações analisadas. O texto ressalta, no entanto, que o tema pode ser submetido a uma nova avaliação no futuro, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise.
Atualmente, a vacina contra herpes-zóster não integra o Programa Nacional de Imunizações e está disponível apenas na rede privada. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação de rotina a partir dos 60 anos e considera sua aplicação a partir dos 50. Para pessoas imunocomprometidas, a indicação pode começar aos 18 anos, a depender da condição clínica.
Na rede privada, cada dose custa, em média, entre R$ 900 e R$ 1.200. Como o esquema completo exige duas doses, o valor total pode chegar a R$ 2.400, variando conforme a clínica e a região.
Vacina contra herpes-zóster não será oferecida pelo SUS