Transformação da Serra das Araras deve ser concluída antes do prazo

O projeto de transformação da Serra das Araras deve se tornar uma referência no que diz respeito à celeridade e à organização das obras. A intervenção, que integra um dos trechos mais importantes da Via Dutra, é vista como um divisor de águas tanto pela complexidade técnica quanto pela capacidade de impactar positivamente a mobilidade e a segurança.
O contrato da RioSP, uma empresa Motiva, firmado junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a entrega da pista de subida em fevereiro de 2028 e da pista de descida em fevereiro de 2029. No entanto, pelo ritmo atual e pelos níveis de execução alcançados, tudo indica que a nova Serra das Araras será inaugurada bem antes das datas originalmente estipuladas.
“Temos incremento de recursos, de equipamentos e um planejamento estratégico para entregar em 2027. Nosso objetivo é o primeiro trimestre de 2027. A gente está procurando desenvolver engenharia e otimizar soluções, com todo esforço, garantindo a qualidade e a segurança”, disse o gerente de Engenharia e Obras, responsável pela gestão do megaprojeto, Virgilius Morais.
Para viabilizar a entrega antecipada, aproximadamente 2.500 trabalhadores atuam diariamente em dois turnos — diurno e noturno. As equipes contam com toda a estrutura necessária instalada no local, incluindo central de britaria, central de concreto, usina de asfalto, usina de solo e o pátio de pré-moldados, onde são fabricadas as vigas que compõem os 24 viadutos: 14 no sentido subida e 10 no sentido descida. Esse parque industrial montado ao longo da serra permite que a obra mantenha ritmo acelerado e reduza a dependência de deslocamentos de insumos.
As novas pistas, tanto de subida quanto de descida, terão quatro faixas, além de acostamento e uma faixa de segurança. “Já no primeiro trimestre do ano que vem, em 2026, a gente vai entregar um pequeno trecho, praticamente a metade da subida, os 4 km. É um trecho que compreende oito viadutos (do viaduto S1 até o viaduto S8)”, revelou Virgilius.
O gerente explicou, ainda, que 34 frentes de trabalho operam simultaneamente, noite e dia, em atividades que vão desde solo grampeado e fundações de obras de arte até a fabricação de vigas e lajes no pátio de pré-moldados. O avanço é significativo: “Já lançamos mais de 150 vigas desses viadutos que a gente está executando e já fabricamos mais de 270 vigas. É um montante de 490 até o final”, disse Virgilius, citando também o progresso expressivo da terraplenagem.

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