A secretaria municipal do Ambiente e Sustentabilidade de Guapimirim vem identificando animais como onça- parda, jaguatirica e o guaxinim mão pelada desde o início do monitoramento. O município está inserido no bioma da Mata Atlântica, e o trabalho é feito por meio de armadilhas fotográficas.
Os técnicos da pasta destacam que o resultado é fundamental para confirmar o papel estratégico da cidade da Baixada Fluminense para a preservação desse bioma da Zona da Mata Atlântica. Desde maio deste ano, foram instaladas 10 armadilhas fotográficas em pontos estratégicos, cobrindo diferentes habitats para mapear a circulação da fauna local.
O biólogo e técnico responsável pela pesquisa na secretaria municipal do Ambiente e Sustentabilidade de Guapimirim, Vitor Cunha, explicou que a técnica de armadilhas fotográficas. “Nesse processo a gente conseguiu registrar onça parda, tatu galinha, paca e principalmente o mão pelada, o nosso guaxinim brasileiro. A gente consegue também gerir e fornecer informações para pesquisadores e outras instâncias de governo que precisam dessa aí. Desses dados para trabalhar questões de conservação numa escala da Mata Atlântica”, falou.
Os resultados são incorporados ao banco de dados da pasta e vão servir de base para novas pesquisas e campanhas educativas. Situada entre a Baía de Guanabara e a Serra dos Órgãos, Guapimirim abriga uma das maiores concentrações de áreas de proteção ambiental do estado — cerca de 80% do território está inserido em unidades de conservação, distribuídas entre esferas municipal, estadual e federal. Entre elas estão o Monumento Natural da Concórdia, o Refúgio de Vida Silvestre do Sucavão e o Parque Natural Municipal Nascente do Jaíbi.