Representantes de quase 180 países se reúnem a partir desta terça-feira, dia 5, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, para redigir o primeiro tratado mundial destinado a reduzir a poluição por plásticos — uma ameaça crescente ao planeta. O prazo para chegar a um acordo é de 10 dias.
Há três anos, esses mesmos países concordaram em desenvolver um tratado global com poder de lei para reduzir o desperdício e os produtos químicos nocivos que alguns plásticos contêm. Agora, há uma tentativa de transformar esse compromisso num documento final.
Mais de 100 países defendem a redução global da produção de plástico e a eliminação gradual de certos produtos químicos e plásticos de uso único. Mas nações com grandes indústrias de combustíveis fósseis — como Arábia Saudita, China, Rússia e Irã — se opõem às restrições e pressionam por um tratado focado apenas na gestão e reciclagem de resíduos.
A produção de plástico – a grande maioria proveniente de combustível fóssil – disparou nas últimas décadas. Passou de dois milhões de toneladas, na década de 1950 – para 475 milhões de toneladas.
Cientistas estimam que há mais de 200 trilhões de pedaços boiando pelos oceanos, que são fontes cruciais de alimentos. O material, além de ameaçar a vida marinha, traz danos à nossa saúde, podendo causar vários tipos de câncer ou doenças respiratórias.
Países debatem sobre a poluição plástica