Alunas do Cream-Nilópolis participam de reunião na Casa da Mulher

Na última terça-feira, dia 22, as alunas do Cream-Nilópolis (Centro de Referência Especializado em Assistência à Mulher) participaram de uma reunião na Casa da Mulher Nilopolitana, equipamento vinculado à Superintendência dos Direitos da Mulher da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos. A atividade teve como foco mobilizar, conscientizar e incentivar a participação ativa de todas na 6ª Conferência Municipal da Mulher Nilopolitana, realizada ontem, quinta-feira, dia 24. A reunião foi conduzida pela superintendente dos Direitos da Mulher, Nilcea Clara Cardoso, que abriu o encontro destacando a importância do protagonismo feminino nas decisões políticas e sociais que impactam diretamente a vida das mulheres no município. “O lugar da mulher é onde ela quiser, inclusive nos espaços de deliberação e formulação de políticas públicas que assegurem nossos direitos”, afirmou, em sua fala de acolhida e incentivo à participação cidadã.
Durante o encontro, foram discutidos temas como saúde da mulher, políticas de enfrentamento à violência de gênero, inclusão social, autonomia econômica e fortaleci- mento das redes de apoio e proteção. A superintendente reforçou que a presença de cada mulher é essencial para garantir que suas vozes sejam ouvidas e transformadas em ações concretas do poder público.
A ocasião também serviu para dialogar sobre os tipos de violência contra a mulher, um dos eixos centrais da luta da secretaria e da Casa da Mulher Nilopolitana. ANilcea Clara fez questão de destacar os cinco principais tipos de agressão que atingem mulheres diariamente e que muitas vezes são naturalizados ou invisibilizados pela socie-dade: Violência Física – caracterizada por qualquer ato que cause dano ao corpo da mulher; Violência Psicológica – por meio de ameaças, humilhações, manipulação emocional e isolamento; Violência Sexual – atos forçados ou sem consentimento, inclusive no contexto conjugal; Violência Patrimonial – retenção, subtração ou destruição de bens, documentos ou recursos da mulher; e Violência Moral – calúnia, difamação ou injúrias que desqualificam a dignidade da mulher.
A reunião encerrou com um momento de escuta ativa, no qual as alunas puderam compartilhar experiên-cias. A equipe técnica reforçou o compromisso da Casa da Mulher Nilopolitana em assegurar acolhimento, orientação e encaminhamentos adequados para todas que buscam apoio diante de situações de vulnerabilidade.

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