Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, mulheres trans da cidade fizeram uma panfletagem ontem, quinta-feira, dia 26, no Calçadão da Mirandela, com o objetivo de chamar a atenção para a inclu-são de pessoas trans no mercado de trabalho. O grupo tem debatido propostas que visam garantir uma representação ativa.
Conseguir emprego e acesso a serviços de saúde é uma luta diária vivida por mulheres trans que enfrentam dificuldades para ter seus direitos básicos. Em Nilópolis, a secre-taria de Cidadania e Direitos Humanos, por meio da superin-tendência de Diversidade Sexual, está em busca de garantir políticas públicas voltadas para a comunidade LGBTQIA+.
O alto índice de desemprego e discriminação em serviços básicos não serão tolerados pelas representantes de Nilópolis. Além da superintendente de Diversidade Sexual, Barbara Sheldon, Julia da Rocha, Vitória Gabriella de Lima e Silva e Rafaella dos Santos também fazem parte desta luta para definir as princi-pais demandas da comunidade LGBTQIA+ de Nilópolis.
Barbara Sheldon explicou que a secretaria de Cidadania e Direitos Humanos tem buscado oferecer suporte por meio de serviços como retificação do nome civil, disponível na prefeitura desde 2022. Para apoio psicológico, orientações e outros atendimentos, os enca-minhamentos são feitos ao Centro de Cidadania LGBT, equipamentos públicos do Estado do Rio de Janeiro. “Nós precisamos de inclusão e de espaço para trabalhar. Muitos acham que por ser mulher trans é prostituta, cabeleireira ou manicure, mas elas podem fazer o que elas quiserem. Aqui é um município pequeno e ainda veem dessa forma”, disse.
O secretário de Cidadania e Direitos Humanos, Renato da Van, também participou do encontro para definir as principais demandas da comunidade LGBTQIA+. “Estamos nos organizando para montar um conselho, realizar um fórum e fazer tudo acontecer por completo para a Superintendência de Diversidade Sexual. Estamos sendo um marco na Baixada Fluminense”, comunicou.
Mês do Orgulho LGBTQIA+é lembrado durante panfletagem na Mirandela