Rio ganha marca como Capital Mundial do livro

O Rio conheceu nesta sexta-feira, a marca que será usada durante todo o ano para marcar o ciclo da cidade como Capital Mundial do Livro, título concedido pela Unesco. É a primeira vez que uma cidade de língua portuguesa recebe essa honra. A marca foi revelada em cerimônia realizada no Real Gabinete Português de Leitura, no Centro, em cerimônia que contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes; do prefeito Eduardo Paes; e do presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira.

A marca, em tons de roxo e rosa, remete tanto às montanhas da cidade — impossível não enxergar ali uma menção ao Pão de Açúcar — a um livro aberto e ao arco da Apoteose.

Entre os eventos-âncora do Rio Capital Mundial do Livro estão, claro, a Bienal do Livro, que este ano acontece em junho e está cheia de novidades como roda gigante literária, por exemplo. No dia 23, haverá um viradão de leitura em livrarias e bibliotecas da cidade chamada de Noite com Livros. Além disso, no segundo semestre haverá a Book Parede com obras de arte espalhadas pela cidade. Haverá ainda o Rio de Livros com livros dispostos em balcões para troca em locais como o Terminal Gentileza, o Metrô e a Supervia. Outra atividade será a Academia Editoria Jr., de formação de novos editores.

Estão previstas a reedição de livros nas coleções Clássicos Cariocas e Bairros Cariocas. No dia 23 será aberta a Caixa da Lusófona, com livros de escritores de língua portuguesa de todo mundo. A ideia é que ela percorra vários pontos da cidade durante o ano, sendo aberta e discutida em escola e bibliotecas, por exemplo. O conteúdo da caixa é surpresa. Não são conhecidos ainda nem os títulos, nem os autores, nem a quantidade de livros.

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