O governo federal quer acelerar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para reduzir fraudes e golpes, além de avançar com econômicos e de políticas públicas no país. Mais de 17,3 milhões de unidades da CIN já foram emitidas, e a projeção da secretaria de Governo Digital (SGD), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), é que até o fim de 2026 cerca de 130 milhões de brasileiros a tenham o documento em mãos e na nuvem.
A primeira emissão é gratuita. O documento apre-senta como principais novidades o padrão unificado em todo o território e apenas o CPF como número, além de estar disponível on-line e com QR Code na conta gov.br.
Para acelerar a emissão, a pasta encabeça uma força-tarefa diretamente com os estados, responsáveis pelas emissões, e contou no último ano com um aporte significativo do Ministério da Justiça, que vinculou 15% dos recursos de repasse do Fundo de Segurança Pública à implementação da carteira.
A ideia de um único número e modelo para os 27 estados tem na mitigação do chamado Custo Brasil, conjunto de entraves no ambiente de negócios do país que onera as empresas. Pretende-se também que o documento seja o pontapé inicial para a criação de um banco de dados robusto da população, que permita fazer cruzamentos de dados que tornem as políticas públicas e os benefícios sociais mais eficazes.
“Quando falamos em transformação digital, o primeiro elemento é a identificação. E esse projeto tem um ponto de olhar para as pessoas, tanto para melhorar a qualidade dos seus direitos, do serviço público que lhe é entregue, como também de oferecer um ambiente de negócios mais seguro”, disse o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.