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Pais e filhos dividem espaço na Casa da Luta Nilopolitana


Publicado em 14/02/2022

 Pais e filhos que praticam artes marciais juntos, permanecem juntos. O dito popular cabe bem para os casos de crianças e adolescentes que fazem aulas de caratê na Casa da Luta Nilopolitana, locali-zada no bairro Frigorífico,   todas as terças e quartas-feiras da cidade, a partir das 15h. O coordenador do local, mestre Gessé Cintra, e o professor Leonardo Mendes, faixa preta na modalidade, são os instrutores do grupo. “Tivemos essa ideia para dar mais     segurança às crianças, principalmente. Temos alunos autistas e isso facilita a interação deles com o grupo, além de  fazer com que os pais, que  ficam esperando, participem também”, explicou o sensei Gessé.


“Comecei a fazer as aulas em setembro, mas a   turma iniciou em agosto”, afirmou a dona de casa Taís Carvalho, que acompanha o filho Sebastião Marcelo, de 8 anos, autista leve que também apresenta Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “Ele ainda não quer fazer as aulas, mas já está se comunicando melhor com o grupo”, contou.

O segurança Flávio Adriano foi assistir à aula da esposa Giseli e dos filhos    Nicollas, 12 anos, e Giovanne, 10 anos. “ Nem sempre consigo partilhar desse momento. Os meninos começaram em outra academia, e com a pandemia, tudo fechou. Aguardamos as obras na Casa da Luta e trouxe os dois para cá”, rela-tou Flávio, que já foi carateca.

A família mora no Novo Horizonte e está habituada às atividades da Casa da Luta. “ Eles fazem um trabalho bonito, inclusive com a campanha do quilo de ali-mento. Há muitos pais e mães desempregados, que necessitam de ajuda”, ressaltou Flávio Adriano, citando a campanha para arrecadação de alimentos promovida por  mestre Gessé Cintra e seus professores voluntários no dojô consagrado às lutas.