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Nilópolis é o segundo município do Brasil a fazer parte do ProMulher


Publicado em 13/05/2022

 Nilópolis foi o primeiro do Estado do Rio de Janeiro e o segundo município do Brasil a fazer parte do ProMulher, projeto que capta recursos para financiar projetos de proteção à mulher vítima de violência. A prefeitura fechou parceria com a secretaria  Nacional de Segurança Pública e realizou três dias de encontro técnico de integração da Rede de Proteção e  Defesa da Mulher nos Municípios Brasileiros, na 2ª Igreja do Nazareno.


O encontro tem como objetivo proporcionar comunicação, articulação e comprometimento entre os serviços ofertados à mulher em situação de violência doméstica e  familiar, para o início ou fortalecimento de um trabalho inte-grado. Também propõe oficinas fundamentadas na metodologia da problematização e possibilita a observação da  realidade com a identificação do problema na prática e na elaboração dos pontos chaves, causas e consequências.

Daniele de Souza  Alcantra, coordenadora de Políticas de Prevenção de Crimes Contra a Mulher e Grupos Vulneráveis do Ministério da Justiça, contou que o projeto tem dois anos e quem são suas parcerias. "São parcerias   nacionais da segurança pública, da assistência social, judiciário, do ministério público, educação, pessoas da sociedade civil compõe toda essa rede. A partir daí, olha para o município e faz um diagnóstico do atual estado da rede de atendimento no local", disse.

A vice-prefeita Flávia Duarte esteve presente e rece-beu em mãos o planejamento do ProMulher. “Já existe uma inte-gração, mas de olho não há uma sistematização dessa inte-gração, falta nós sistematizarmos toda essa integração entre segurança pública, entre a Polícia Militar, a nossa secretaria municipal de Segurança, entre a Casa da Mulher, entre o Hospi-tal JK, e todo o círculo do desen-volvimento social", disse.

A prefeitura busca   outras alternativas para auxiliar a mulher que sofre de violência doméstica. "Hoje na rede nós sentimos falta de um local de atendimento à mulher. Hoje existe um decreto para o aluguel social, só que não poderia ser um decreto que gerencia, nós já temos um pro-jeto de lei que está sendo encami-nhado para Câmara para poder incluir também no aluguel   social a mulher vítima de violência", concluiu Flávia.

A superintendente dos Direitos da Mulher, Nilcea Clara Cardoso, é responsável pela Casa da Mulher Nilopolitana. “O papel da Casa da Mulher é o empoderamento dessa mulher, o resgate da autoestima, em fortalecer essa mulher para o tratamento de violência doméstica e familiar. Há 15 anos atrás já vínhamos   fazendo esse projeto de forta-lecimento e hoje estamos enga-jados com a secretaria Nacio-nal de Segurança Pública neste trabalho grandioso, envolvente e certamente será de grande sucesso", concluiu.