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Por falta de maternidade pública, nilopolitanas dão a luz em outras cidades


Publicado em 16/10/2020

 Há cerca de oito anos não nasce uma criança em hospital da rede pública em Nilópolis. O município, que já possuiu cinco unidades preparadas para fazer partos, entre públicas e particulares, só dispõe atualmente de uma, particular. O Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, que já foi uma referência em maternidade pública, foi totalmente demolido no governo passado com a promessa da construção de um novo hospital, inclusive com maternidade e centro cirúrgico, mas que hoje apenas foi transformado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.


No Cabuís, no antigo hospital público Vereador Melchíades Calazans, também nasceram várias crianças, inclusive no local eram realizados partos de risco, mas com a transformação em Hospital de Traumato-Ortopedia (HTO) Baixada, também deixou de receber as gestantes. Milhares de nilopolitanos nasceram ainda na Casa de Saúde Santa Ignez, mas que encontra-se com as dependências completamente destruídas e na  Casa de Saúde Regina que encerrou suas atividades e encontra-se fechada.

Atualmente, só existe o Hospital Domingos Lourenço, que realiza partos, mas somente de quem possui plano de saúde ou de quem se dispõe a pagar pelo atendimento, o que o torna inacessível para grande parte das nilopolitanas.