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Programa Estadual de Transplantes faz 10 anos


Publicado em 18/09/2020

 O Programa Estadual de Transplantes do Rio de  Janeiro (PET-RJ) está completando 10 anos. Em uma  década de atuação, o PET-RJ foi responsável pelo recomeço da vida de 19 mil pessoas. Há muitos recordes a comemorar. O mais recente foi registrado entre janeiro e março deste ano: foi o melhor primeiro trimestre da história do programa, com 254 transplantes de órgãos sólidos. A marca supera em quase 54% o mesmo    período do ano passado. Em 2019, o programa recebia, em média, 5,1 doações de órgãos por milhão de habitantes. No primeiro trimestre de 2020, a média subiu para 22, e o estado do Rio ficou em 5° lugar    nessa categoria em âmbito  nacional. Quando o programa foi criado, em 2010, o estado ocupava uma das últimas   posições no ranking nacional de doadores de órgãos. 


De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet, a doação de órgãos precisa ser cada vez incenti- vada. “Nesse ano tivemos um grande avanço no programa de transplantes, mas ainda não é o suficiente. Se incentivarmos a doação de órgãos, podemos ajudar cada vez mais pessoas e, quem sabe, avançar ainda mais no ranking nacional. Queremos que o Estado do Rio seja referência na área”,  destacou.

Criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes realiza captação e transplante de coração, fígado, rim, pâncreas, medula óssea, osso, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). A principal missão do PET é obter o “sim” das    famílias para salvar vidas por meio da doação de órgãos.

Atualmente, o estado conta com quatro Comissões Intra-Hospitalares  de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTTs) nas unidades hospitalares e está investindo na ampliação da estrutura.

São Paulo para este tipo de procedimento. Ao todo, foram 11 pulmões captados no estado em três anos de parceria. Com este novo credenciamento, o estado passa a realizar este serviço de maneira independente.

 

Hemorio inaugura novo centro para transplante de medula óssea

 

A Secretaria de Saúde inaugurou o novo centro de transplante de medula óssea do Hemorio. O centro funcionará no quarto andar do prédio da unidade, no Centro do Rio, em área fechada, isolada e com purificação de ar para diminuir a propagação de microorganismos. Com o novo espaço, que está sendo equipado com material de alta qualidade, o Hemorio retomará em outubro seu programa interno de transplantes, e também receberá pacientes de outras unidades. Agora, quatro hospitais públicos do estado do Rio realizam os transplantes de medula óssea: o INCA, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ; o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj; e o Hemorio, que será referência para transplantes autólogos (feitos com as células-tronco hematopoiéticas do próprio paciente).

 

 

- Inaugurar um espaço tão importante, em um dos momentos mais desafiadores para o nosso Estado, é muito gratificante. O Hemorio é um dos principais pilares da saúde do Rio de Janeiro e agora vai beneficiar ainda mais doadores e pacientes -  ressaltou o Secretário de Saúde, Alex Bousquet.

 

 

Médicos especialistas em transplante de medula foram recrutados por meio de concurso público, realizado pela Fundação Saúde, que é responsável pela gestão do Hemorio. Os transplantes de medula óssea têm o potencial de salvar muitas vidas, ao aumentar a chance de cura em doenças como leucemias agudas, mielomas e linfomas.