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Alta do preço do arroz chama a atenção e começa a preocupar


Publicado em 11/09/2020

 O comentário é geral em torno do preço do arroz. Até mesmo o presidente Jair Bolsonaro comentou o fato pedindo que os donos de    supermercado tenham “patrio-tismo” para segurar os preços da cesta básica. Especialistas, no entanto, garantem que o problema não está nas prateleras. Segundo nota divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), o fator com mais impacto nessa alta é uma pressão no mercado internacional desde o início da pandemia. “Observou-se (desde a declaração de calamidade pública pela OMS em março) um aumento significativo na demanda do mercado externo, o que, somado à restrição de oferta por alguns países exportadores, com   vistas a assegurar o abastecimento interno, ocasionou a forte valorização do grão”, diz o texto.


A alta do dólar frente ao real também está entre os motivos para que o alimento chegue mais caro até os supermercados. “A elevação do câmbio que, além de tornar atrativas as exportações do arroz em casca brasileiro, praticamente inviabilizou as importações do produto dos parceiros do Mercosul”, cita a nota da Abiarroz.

Para os consumidores, as explicações ficam em   segundo plano frente à falta que o alimento pode fazer nas mesas de famílias em todo o país. Ainda mais porque    outros itens da cesta básica, especialmente ligados ao mercado de grãos — como óleo e leite de soja, além do feijão — tiveram índice de reajuste parecido com o do arroz no mês de agosto.

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,23% em agosto, após ter registrado 0,30% em julho. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,90% e, em 12 meses, de 2,28%, acima dos 2,13%  registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.