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Casos de sarampo aumentam 142% em 2020


Publicado em 11/09/2020

 O aumento no número de casos de sarampo no Estado do Rio de Janeiro vem chamando a atenção: 142% em  relação ao ano passado. De acordo com a secretaria estadual de Saúde de janeiro a agosto deste ano foram notificados 1.276 casos no estado. Em 2019, no mesmo período, foram 527 notificações.


De acordo com infectologistas, um dos principais  motivos para alto número de casos atuais é a queda na   cobertura vacinal. O Ministério da Saúde informou que metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas que deveria em 2020. "Identificamos algumas questões em relação ao aumento de casos de sarampo. Uma é a queda na cobertura vacinal, que vem acontecendo desde 2016. Outra questão é a quantidade de turistas que vêm da Europa, e lá não existe essa preocupação com a vacina de sarampo. Por último, temos a onda migratória de venezuelanos que entraram no Brasil, muitos deles, sem vacinação",  comentou o infectologista  Fernando Chapermann.

Para ele, a pandemia do novo coronavírus também   influenciou na falta de procura pela vacinação do sarampo nesse período. "Por conta do coronavírus, muitas pessoas ficaram com medo de ir ao posto de saúde. Outra coisa é que, sem matrícula nas escolas, muitos pais acabam não colocando a caderneta de  vacinação em dia. Mas temos casos diversos que resultam na queda da vacinação. Famílias que optam por não vacinar, as que não acham importante e as que têm medo. Além das notícias falsas que são  divulgadas. Isso certamente vai culminar no aumento de casos", acrescentou.

A cidade do Rio aparece em primeiro lugar como a     região com mais números de  infectados pelo sarampo: 627, seguida de Nova Iguaçu com 139, e Duque de Caxias com 97 casos. Niterói está em quarto lugar na tabela, com 84 registros.

Quinze municípios que não tiveram nenhum caso no ano passado tiveram notificações em 2020, como foi o caso de Valença, com 26 infectados esse ano até momento, Mesquita, com 14, e Queimados, com 12. "Precisamos chamar a atenção das autoridades e também da população sobre a importância de reforçar a    vacinação. Porque não adianta oferecer a vacina sem ter adesão. A população precisa ser ensinada, explicada. Um trabalho que foque na necessidade da proteção, acima de tudo", completou o infectologista.