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Riotur deve apresentar propostas sobre o Réveillon ainda esta semana


Publicado em 27/07/2020

  


A Riotur, organizadora da festa de Réveillon no Rio de Janeiro, deve apresentar esta semana ao prefeito Marcelo Crivella as propostas para um novo modelo de festa. A celebração, conhecida pela aglomeração de pessoas em algumas praias da orla, como Copacabana, onde na virada passada 2,9 milhões de pessoas assistiram a uma queima de fogos de quase 20 minutos, acontecerá de maneira mais contida.


 “Se continuar a pandemia e não tiver um antirretroviral ou uma vacina, vamos ter que fazer aquilo virtual. Vamos discutir com os hotéis e com os restaurantes como será feito”, afirmou o prefeito no domingo.


 A tradicional queima de fogos não está descartada, mas será mais curta. A Riotur estuda fazer um espetáculo de sons e luzes que leve à reflexão e que seria mais adequado ao momento do país, que registrou até domingo mais de 86 mil mortes por causa da Covid-19. Uma das ideias é usar projeções de vídeos e hologramas. No lugar dos shows nas areias, uma das possibilidades é transmitir as apresentações de artistas pela TV e pela internet, sem a presença de uma plateia. Outra possibilidade é levar as celebrações para outros pontos da cidade e evitar uma ida em massa para Copacabana.


Além do Piscinão de Ramos e do Parque de Madureira, que já costumavam ter atrações na virada, outros pontos também devem ser integrados à programação. Monumentos como o Cristo Redentor devem receber iluminação especial para o Ano-Novo.


 O setor de hospedagens está apreensivo com a crise que afeta o setor. “Em uma semana de réveillon, muitas vezes a tarifa é praticada 300% ou 400% acima de uma tarifa-base e com uma taxa de ocupação de praticamente 100%. Isto equivale dizer que uma semana de evento vale por um mês inteiro. Entre o réveillon e o carnaval, a gente tem dois meses com praticamente o faturamento de quatro meses. Se não fosse a pandemia, já estaríamos com várias reservas”, explicou o presidente da Rio Hostels, Leandro Malaquias,


Segundo ele, muitos empresários estão preferindo permanecer com as portas fechadas. A entidade que ele representa pede que a segurança não