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Cedae estuda formas para reduzir consumo de energia


Publicado em 10/09/2021

 A Cedae lançou esta semana Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para obter projeto de eficiência energética com expecta-tiva de gerar economia de até 40% em suas quatro principais unidades de produção, que são grandes consumidoras de energia. Um dos maiores custos da companhia hoje é o consumo de eletricidade. Com isso, a empresa tem a expectativa de reduzir gastos, otimizar a operação e contribuir para o tema da sustentabilidade ambiental ao propor o uso de energias de baixo carbono. A implementação do projeto se dará a partir da transmissão dos serviços para as novas concessionárias, quando a Cedae passará a focar sua atividade na captação e  tratamento de água.


De acordo com o diretor-presidente da companhia, Leonardo Soares, o viés sustentável do PMI, alinhado aos propósitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), deve ajudar. “Com medidas como essa, pretendemos chegar a uma Cedae mais produtiva, mais segura, mais transparente e que respeita o meio ambiente”, disse.

O documento do PMI destaca que o insumo energia elétrica é bastante significativo para as companhias de saneamento. Sistemas de abastecimento de água e   esgotamento sanitário são responsáveis por 3% da energia consumida no mundo e 98% das empresas nacionais têm a energia entre seus três principais custos. Mapeamento das despesas com energia elétrica em quatro grandes unidades de produção da  companhia mostra que as  estações de tratamento  Guandu e Laranjal, a captação de Imu-nana e a Elevatória do Lameirão juntas consomem R$ 43,77 milhões por mês (dado de dezembro de 2020).

Segundo estudos preliminares, a adoção de energias renováveis nas plantas da companhia poderia trazer economia anual acumulada de R$ 2,4 bilhões a R$ 7,38     bilhões em até 25 anos.  A instalação de plantas de autoprodução de energia nas principais unidades proporcionaria redução significativa das despesas. Atualmente, o valor unitário do megawatt/hora fora dos horários de pico gira em torno de R$ 600, enquanto o valor da energia solar no mercado livre é de R$ 200 em média. Essa e outras possibilidades serão exploradas   pelos estudos técnicos.

São Paulo, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí são citados no documento como estados em que as companhias de saneamento já começaram a investir em estudos de autoprodução. Pelo PMI, concorrentes terão 90 dias para apresentar propostas para fazer o levantamento dos dados e pesquisas para estudar a viabilidade e desenhar a modelagem do projeto.